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quarta-feira, setembro 24, 2008
BLÁ BLÁ BLÁ: Dois fãs de comics continuam a falar do que lhes dá na cabeça. Desde que tenha a ver com comics, claro.
Esta semana: O argumentista Brian Michael Bendis é quase omnipresente nos comics da Marvel hoje em dia. Mas é realmente talentoso, e ocasionalmente escorrega, ou simplesmente tem sorte com os empregos que arranja?

Luís: Já que na semana passada falámos nele, e uma vez que planeávamos discutir o trabalho dele mais cedo ou mais tarde, porque não tirar a coisa do caminho?
Esta semana, vamos discutir o trabalho do argumentista (e cada vez mais raramente, artista) Brian Michael Bendis.
Comecemos pela negativa. Jorge?

Jorge: Não quero ser má língua, mas comecemos por duas bostas que ele escreve mensalmente "New Avengers" e "Mighty Avengers". Onde é que se viu as personagens principais do título estarem ausentes durante meses dos seus títulos? E histórias arrastadas até à exaustão, temos de ler 70 páginas para acontecer alguma coisa de relevante e normalmente é uma desilusão.
Parece-me que ele só consegue trabalhar minimamente com uma personagem principal. Porque é que ele não analisa isso e larga os Avengers?
E depois ele usa muito o truque de "conversa de chacha" entre personagens para encher diversas página.

Luís: Parte da piada deste tópico é precisamente ver-te a ser má lingua.
Admito, as duas séries que mencionas têm sido fracas. Sofrem por alterações de calendário, problemas com os artistas, etc., mas é verdade que a escrita tem sido fraca. Iria mesmo ao ponto de dizer que apenas um número dos New Avengers foi realmente bom (e foi uma espécie de epílogo do Alias, um dos melhores trabalhos do Bendis, e talvez das séries mais arrojadas que a Marvel lançou nos últimos anos), e dos Mighty Avengers nem isso.
E mesmo a Secret Invasion, ao altar da qual as duas séries têm sido sacrificadas, começou bem, mas está a apresentar uma desorganização de storytelling que a torna bem mais fraca do que poderia ser.
Isto dito, eu continuo a ser fã do Bendis. Alturas houve em que usei o nome dele como sinónimo de qualidade, literalmente. Concordo contigo quando dizes que ele não dá para escrever equipas, e isso prova-se vendo que os melhores números das séries de equipas que ele escreve são aventuras a solo.
Mas discordo quando dizes que ele é mestre na "conversa de chacha". Parte do que gosto no estilo dele é o estilo largo, por assim dizer. É certo que o inconveniente é que demora muito tempo para contar histórias simples, mas o lado positivo, que a meu ver compensa largamente, é que isso cria espaço para a tal conversa, que a meu ver raramente é de chacha. Pelo contrário, normalmente são cenas movidas pela personalidade dos personagens envolvidos, pontuadas por diálogos bastante, que dão uma riqueza tremenda àquilo que ele escreve.
E é por isso que ele escreve mal séries de grupos. Com tantos personagens na página, não há espaço para a história respirar, ou pelo menos não com o estilo dele. E acho honestamente que, apesar de todos os defeitos que muita da escrita dele tem hoje em dia, ele está sempre a tentar melhorar. E ainda não desistiu.
Mas há séries dele que tu também gostas ou gostaste, certo? Quais são as qualidades que viste nessas?

Jorge: Alias e Powers foram duas séries que gostei.
A primeira é passada no Universo Marvel mas tem um toque adulto e inteligente, julgo que só li uns 10 ou 12 números mas gostei muito. Foi uma boa forma de reciclar uma personagem desinteressante e conseguir que por uns tempos tivesse o seu próprio comic.
Powers gostei muito dos três primeiras grande histórias, o resto não li. Aquele toque de "Balada de Nova Iorque" dos comics de super-heróis agradou-me. Mas atenção que não dei continuidade à leitura das séries, ou seja, gostei mas não adorei.
É altura de falar do ultimate spider-man, um título inútil, como toda a linha ultimate. Afinal todos os comics podiam ser actualizados para uma nova geração de leitores, sem ser necessário criar um universo para isso. Apesar disto, é um título coeso e tratado com dedicação pelo Bendis, é verdade que aquilo sim tem muita conversa de "chacha" e histórias que se prolongam. Admito, tem momentos bem escritos.
É uma frustração saber que o Bendis está em todos os cantos do Universo Marvel sem ter qualidade de escritor para isso. A questão é: alguém consegue estar em tantos títulos e ser bom?

Luís: Muita gente, por acaso. A norma da industria é quatro títulos por mês por escritor.
Isso tem diminuído mais por compromisso exteriores que os escritores vão arranjando do que por falta de qualidade de alguns títulos. E sim, é verdade que nessas circunstâncias, alguns dos títulos não são tão bons, mas eu atribui isso mais a tentativas dos autores de diversificar a sua produção que a falta de capacidade criativa.
Eu gosto do Ultimate Spider-Man, e curiosamente tenho a opinião oposta à tua. Para mim, os momentos de chacha são os momentos de acção pura e dura, não os de conversa.
Quanto ao Bendis estar em todos os cantos do Universo Marvel, está lá por ser um bom escritor, não por ser mau. Também concordo que falha mais do que tem sucesso nos Avengers (que são, por si só, o que o leva a todos os cantos da Marvel), mas daí a dizer que não tem talento para isso, não exageremos.
Podemos, no entanto, olhar para as razões pelas quais ele está a jogar num campo que não é claramente o que ele faz melhor.
A meu ver, acho que é porque, apesar de tudo, as coisas vendem. Aliás, os Avengers (que o Bendis, bem ou mal, colocou no centro da Marvel, onde eles pertencem) não vendiam NADA antes de ele lhes deitar as mãos. Questionando ou não a maneira como ele lá chegou e o que fez depois, a verdade é que ele deu um abanão necessário ao franchise.
E a um nivel mais pessoal, acho que ele está lá precisamente porque não é o forte dele. Acho que ele sabe que poderia simplesmente passar um resto de carreira a fazer só aquilo que faz bem, mas escolheu aproveitar a oportunidade que lhe surgiu de tentar expandir as suas capacidades, trabalhando com algo pelo qual ele tem paixão, mas está para além da sua zona de conforto. E sendo que a recepção tem sido boa o suficiente, não sente necessidade de sair.
Já agora, veio recentemente a público a noticia de que ele vai deixar os Mighty Avengers, passando a escrever uma série nova chamada Dark Avengers. Não faço ideia o que isso significa.
Sei que estou curioso em ver como serão os Avengers dele, quando finalmente deixarem de servir de combustivel para um crossover gigantesco.
Quanto às outras séries que mencionaste, o Powers era muito bom, desisti de ler só porque me perdi, com todos os atrasos. E o Alias era genial (a protagonista foi uma criação do Bendis, já agora, não era uma personagem existente).
Mas ainda não falámos do trabalho dele no Daredevil. Leste alguma coisa disso?

Jorge: Eu coloco em causa o talento do Bendis para o género de super-heróis, para um estilo policial até acho que tem jeito.
O que chamo conversa de chacha é texto enfiado para encher chouriços, como ter diversas páginas de texto onde as personagens falam sobre um filme que viram ou algo do género (já no Powers utilizava isto).
De acordo com a minha opinião, ele está em todos os cantos do Universo Marvel porque ainda vende, não tem nada a ver com talento. E vende porque usa personagens bem conhecidas.
Antes de ele entrar, nem tocava nos avengers, acho que tinham uma equipa desinteressante, os new avengers trouxeram uma equipa gira que nunca fez nada de especial. Desinteressou completamente. Dark avengers é uma má notícia...
Não me recordo se cheguei a ler alguma coisa dele do Daredevil...

Luís: É muito bom. Detesto usar o argumento do "pois, é precisamente o que não leste que prova que eu tenho razão". Por isso se calhar não vou, e acabamos aqui elegantemente...
Já agora, uma coisa:

LEITORES!!!!! Que temas gostariam de ver aqui discutidos? Digam de vossa justiça, que as nossas ideias não duram para sempre...
saí­do da mente de Luís F. Alves às 7:59 da tarde
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7 Comentários:
Eu cá adoro a conversa da chacha do Bendis. Não sei porque, mas aquilo convence-me, dá-me gozo ler trivialidades. Acho que isso funciona perfeitamente no USM, é como se eu estivesse a ver uma série de televisão, cheia de diálogos com uma estória despreocupada (depende da série, claro).
Dá para desanuviar um bocado.

Saí­do da mente de Blogger João Rosa, às 9:56 da tarde

 
A mim deu-me gozo as primeiras vezes que li depois cansou-me. E que tema gostavas de ler aqui no bla bla bla?

Saí­do da mente de Blogger Jorge, às 9:39 da manhã

 
Se falassem das melhores (e piores) séries mais alternativas da Marvel e DC (tipo criminal e tal, ou doutra editora qualquer) seria fixe.

Saí­do da mente de Blogger João Rosa, às 5:32 da tarde

 
Celtic-warrior: inclino-me mais para o teu lado do argumento que para o do Jorge.
Quanto ao tema, é uma boa sugestão, um dia destes tratamos disso.

Saí­do da mente de Blogger Luís F. Alves, às 12:44 da manhã

 
Epá, mas quem é que pediu o comentário do Luís? :P boa ideia para o tema

Saí­do da mente de Blogger Jorge, às 2:06 da tarde

 
E o loeb que tal,esse sim vende muito e as e a maioria das historias são muito fracas.
Eu também gosto do Bendis é o "novo" BYRNE da Marvel.

Saí­do da mente de Anonymous Anónimo, às 2:01 da manhã

 
O Loeb já fez histórias boas. Mas actualmente, é uma nódoa. Os problemas dele são que, primeiro, perdeu toda e qualquer noção de subtileza, e segundo, não sabe distinguir as boas ideias das más.
Apesar disso, confesso que continuo a ler o Hulk. Ainda não percebi bem porquê.

Saí­do da mente de Blogger Unknown, às 5:25 da tarde

 

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